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Produtos > Gramíneas > Brachiária Ruziziensis



Cultivar: Humidícola

RECOMENDAÇÕES AGRONÔMICAS


Figura 3. Vista de B. ruziziensis em área anteriormente cultivada com soja, em junho de 2007 em Primavera do Leste, MT

  • Fertilidade do solo: média fertilidade.
  • Forma de plantio: sementes.
  • Sementes necessárias: 6 a 16 kg/ha.
  • Profundidade de plantio: 2 cm.
  • Tempo para a utilização: 90 a 120 dias após a germinação.
  • Tolerância à seca: baixa.
  • Tolerância a solos mal drenados: baixa.
  • Tolerância ao frio: baixa.
  • Temperaturas: diurna 33°C e noturna 28°C, são ótimas para o crescimento.
  • Consorciação: Centrosema, Pueraria, Calopogônio, Stylozanthes etc.
  • Adubação: de acordo com as recomendações técnicas determinadas pela análise de solo.
  • Altitude: nível do mar até 2.000 m.
  • Dormência da semente: sementes recém colhidas apresentam germinação de 25%.
  • Pureza: mínima 50%
  • Germinação: mínima 60%.

INTRODUÇÃO

    A Brachiaria ruziziensis Germain et Evrard cultivar Kennedy é originária da África. Esta espécie está relacionada com a Brachiaria decumbens, da qual difere por ser de porte maior. Essa espécie emana um odor peculiar, semelhante ao capim gordura, sendo muito palatável. Não apresenta nenhum fator tóxico, não tolera geada e o fogo freqüente. Cresce em vários tipos de solos, desde os mais arenosos até os mais argilosos, porém requer boa drenagem e condições de média fertilidade. Com adubação nitrogenada, supera, em produção, as principais gramíneas.
Satisfatoriamente manejada, tem demonstrado ser o capim ideal para competir com plantas invasoras. Sua floração é tardia e sua inflorescência se distingue da decumbens porque a gluma inferior se encontra distante do resto da espígueta. As folhas são largas, com pilosidade e de cor verde pálido.

  • Um kg de semente contém 250.000 sementes.

Os principais atributos são boa produção de semente associada a seu fácil estabelecimento e a preferência por seu uso no sistema Agropastoril, por não formar touceiras grandes e difícil destruição.
Imagem02
15 t/ha de biomassa seca de sorgo + Brachiaria ruziziensis em solo areno-argiloso Cerrados

Através de estudos desenvolvidos pela Monsanto, avaliando-se quantidade de sementes, época de semeadura, métodos de incorporação, influência dos herbicidas utilizados na cultura do milho e espaçamento, pode-se concluir que para o milho verão ou safrinha, a melhor época de realizar a semeadura foi entre 10 e 20 dias após a emergência do milho, independente se as sementes foram incorporadas ao solo com adubadeira ou jogadas a lanço na superfície, e os melhores resultados de cobertura do solo foram obtidos com 300 e 600 PVC, respectivamente, para sementes incorporadas e a lanço.

Vantagens da Brachiaria ruziziensis

Alguns experimentos foram conduzidos pela Monsanto em municípios de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, entre 2003 e 2005, onde se procurou avaliar a eficiência de métodos de incorporação de sementes de milheto-ADR 300 e Brachiaria ruziziensis, comparando três métodos de incorporação (plantio em linha com semeadoras, grade niveladora fechada e correntão), com plantio realizado pós-colheita da soja (março/abril), em áreas previamente dessecadas com Roundup WG para se evitar a matocompetição inicial das plantas daninhas com as coberturas.

A Brachiaria ruziziensis mostrou-se altamente resistente à seca com alta produção de matéria seca por hectare, produzindo na média dos métodos de incorporação 144% a mais em comparação ao milheto. Estes resultados indicam que o correntão poderá ser uma boa alternativa de incorporação de sementes de coberturas, otimizando o tempo, aproveitando a umidade remanescente do solo, reduzindo o custo e, principalmente, mantendo os restos culturais da soja sobre a superfície do solo, evitando assim a queima de Matéria Orgânica (M.O.).

A Brachiaria ruziziensis nos experimentos conduzidos pela Monsanto foi selecionada pela análise dos seguintes critérios:

a) boa adaptação na região do Cerrado, sendo cultivada há mais de 25 anos como pastagem;

b) crescimento prostrado cobrindo rapidamente o solo, sem formação de touceiras, facilitando o desempenho das semeadouras, mantendo inalterada a velocidade e uniformidade de plantio;

c) bom desenvolvimento, tanto em solos de alta quanto de baixa fertilidade;

d) alta quantidade de raízes, ocupando todo o solo, promovendo agregação de partículas do solo, melhorando a estrutura física, aeração, retenção de água no solo. As raízes podem atingir profundidade superior a 1,5 m, favorecendo a reciclagem de nutrientes;

e) alta atividade fotossintética. Suporta períodos longos de seca e no retorno das chuvas apresenta alta velocidade de crescimento, podendo produzir até 800 kg ha-1 de Matéria Seca por semana;

f) a germinação pode ocorrer na superfície do solo, não necessitando de adequada incorporação das sementes, podendo ser utilizada em sobressemeadura;

g) facilidade de controle nas operações de dessecação, não necessitando de doses elevadas de glifosato, com morte rápida, facilitando o plantio;

h) boa relação C/N, mantendo a cobertura do solo por longo período.

Considerações finais


Para as condições do Cerrado brasileiro existem alternativas viáveis, além do milheto, quando se pensa em cobertura de solo. Se o objetivo for apenas a produção de palha, recomenda-se a B. ruziziensis semeada imediatamente após a colheita da soja; em consórcio com o milho segunda safra ou isolada. Se o objetivo for a integração lavoura-pecuária, recomenda-se Panicum maximum cv. Mombaça, Panicum maximum cv. Tanzânia, Paniicum maximum cv. Massai, Brachiaria decumbens, B. brizanta cv. Marandu e Xaraés. É importante ressaltar que, para B. ruziziensis são necessários de 2 a 3 l ha-1 de glifosato, para as demais espécies são necessários de 3 a 5 l ha-1. É importante observar um intervalo de tempo de 20 a 30 dias entre a dessecação e a semeadura da soja. Quanto maior a quantidade de palha, maior deve ser este intervalo de tempo.
Pastagens do gênero Panicum quando não manejadas adequadamente proporcionam condições para a formação de touceiras o que dificulta sobremaneira a realização da semeadura com máquinas tratorizadas.
Além da produção de biomassa da parte aérea, espécies do gênero Brachiaria possuem sistema radicular bastante volumoso, o que contribui para a melhoria da estrutura do solo (BROCH,2000).
Outro aspecto importante relacionado com a quantidade de biomassa seca sobre a superfície do solo, é o efeito desta sobre o controle de plantas daninhas. Com um adequado aporte de palha, o controle de plantas daninhas pela palha, pode ser superior a 90% (MATEUS et al., 2004).


Figura 4. Detalhe de área com Brachiaria ruziziensis, após da dessecação,


Figura 5. Vista de algodoeiro estabelecido sobre palha de B. ruziziensis, em Sorriso, MT

 

Sistema Santa Fé


Como já citado, o Sistema Santa Fé, desenvolvido pela Embrapa Arroz e Feijão, é uma ferramenta muito valiosa no caminho da obtenção de boas palhadas. Para agricultores que já se preocupam em estabelecer um programa de Rotação de Culturas, fazendo o plantio de milho em rotação com a soja em porcentagens variáveis de suas terras, a consorciação de uma braquiária com a cultura do milho se apresenta uma excelente alternativa. Como o milho é colhido mais tarde e, logo após a colheita, o capim estabelecido se desenvolve muito rápido, uma ótima cobertura morta é gerada, que poderá ainda ser usada para pastejo. Da mesma forma, para as áreas em que se pretende explorar o milho safrinha, a consorciação com uma braquiária pode ser uma alternativa interessante, pois é conseguida uma produção de palha adicional junto ao milho que passa a ser uma excelente base para o plantio do próximo verão.



Tem sido usada a braquiária brizantha ou a ruziziensis, dependendo da situação e do sistema de semeadura. A brizantha precisa ser bem incorporada ao solo, prestando-se, então, para plantios junto com o adubo na semeadura ou em cobertura, sendo mais produtiva em matéria seca e resistindo melhor ao pisoteio por gado, mas exigindo doses maiores de Roundup para ser controlada. A ruziziensis dispensa incorporação profunda, e se desenvolve muito bem aplicada até a lanço, pura ou com o adubo. Produz um pouco menos de massa, mas, em compensação, é bastante sensível ao glifosato, sendo mais difícil de vir a praguejar uma terra, pois só produz semente uma vez ao ano.

Uso do correntão


Se, por um lado, o plantio de milheto pretende colaborar de forma definitiva para uma certa estabilidade do plantio direto no Cerrado, o método de semeadura adotado pela grande maioria dos produtores para esta cultura foi sempre questionado. Distribuir as sementes a lanço e depois incorporá-las com uma grade niveladora causava a impressão de um retrocesso. E isso foi demonstrado de forma bem clara pelo professor João Carlos de Moraes Sá, da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), ao fazer o balanço do carbono nestas operações: a biomassa produzida pelo milheto gerava uma quantidade de matéria orgânica menor do que aquela consumida pela gradagem que incorporou suas sementes. Foi um passo adiante e dois para trás. O mesmo professor tentou formas diferentes de se fazer a incorporação das sementes e uma delas foi o uso do correntão. Aquele mesmo correntão que derrubou muito cerrado, com algumas adaptações simples está se transformando numa grande inovação do Sistema de Plantio Direto, ao fazer a incorporação das sementes de culturas para cobertura morta sem os inconvenientes da grade e com um rendimento muito maior.



Braquiária: fonte de benefícios


O Sistema Santa Fé, com milho + braquiária, oferece um grande número de possibilidades no plantio direto, mas a semeadura de braquiárias após a cultura da soja, ou logo antes da sua colheita, na operação conhecida como sobressemeadura, permite oportunidades ainda maiores. Pela simplicidade, baixo custo e rapidez, a semeadura de braquiárias após a colheita da soja deverá ser, num futuro bem próximo, uma operação consagrada à produção de boas palhadas em quase todas as regiões do Cerrado. O grande gargalo, que era como incorporar as sementes sem usar uma grade, já foi solucionado com o uso do correntão, como foi dito acima. Por outro lado, a sobressemeadura de ruziziensis no momento em que a soja começa a "lourar" promete ser outra revolução, já que essa espécie consegue se estabelecer mesmo com as sementes na superfície. A palhada de excelente qualidade, o hábito de vegetar, mesmo em plena estação seca com um mínimo de umidade, a reciclagem de nutrientes, o efeito supressivo para inóculos de muitas doenças, a supressão de outras plantas daninhas, tudo isso nos leva a crer do grande potencial das braquiárias como produtoras de palhada para o Plantio Direto.

Cultivar de Brachiaria brizantha

 Plantio

A adubação fosfatada deve ser feita segundo a textura do solo:
- solos com mais de 60% de argila - elevar os teores de P(extrator Mehlich-1) para 4 mg/dm3;
- 36 a 60 % de argila: 6 mg/dm3.
- 16 a 35 % de argila: 12 mg/dm3.
- menos de 15 % de argila: 15 mg/dm3.
A adubação potássica deve ser feita sempre que os teores de potássio estiverem abaixo de 50 mg/dm3 (extrator Mehlich-1).
Em áreas de recuperação de pastagens e/ou para uso em pastejo intensivo, recomenda-se a aplicação de pelo menos 30 kg/ha de enxofre e 30 kg/ha de uma fonte composta de micronutrientes, como FTE. É altamente responsiva à adubação nitrogenada quando os outros nutrientes estão em níveis adequados.
Em climas com estação chuvosa no verão, como a região Centro-Oeste, pode ser semeada desde meados de outubro até o final de fevereiro, sendo ideal de novembro a dezembro.
Para um bom estabelecimento, em boas condições de plantio (clima, época, preparo de solo), recomenda-se uma taxa de semeadura de no mínimo 4 kg/ha de sementes puras viáveis, a profundidade entre 2 e 5 cm e incorporação com grade niveladora ou plantadeira.
Apresenta produção anual de matéria seca da ordem de 8 t/ha, que pode chegar a 20 t/ha com aplicação de fertilizantes. Em amostras simulando o pastejo animal, os conteúdos de proteína bruta e digestibilidade in vitro da matéria orgânica, nos períodos das águas e da seca, foram, respectivamente, 9,3 %, 6,2 %, 61,2% e 51,5%.
Têm-se observado ganhos de peso entre 590 g/animal/dia e 850 g/animal/dia nas águas e de mantença de peso e 400 g/animal/dia no período seco.
A capacidades de suporte varia entre 1,5 e 2,4 UA/ha nas águas e entre 0,8 e 1,2 UA/ha na seca, em solos de média fertilidade e bem manejados. Nessas condições a produtividade animal varia entre 400 a 500 kg de peso vivo/hectare/ano.
Em áreas de pastagens recuperadas com a utilização de lavoura de soja e plantio posteriorsimultâneo com milho e adubação, fêmeas nelores desmamadas produziram entre 13 arrobas e 19 arrobas de carne/hectare.
Sob pastejo contínuo, deve ser manejada a uma altura entre 20 e 40 cm. Sob pastejo rotacionado,os animais devem iniciar o pastejo com 35 cm de altura e saírem quando a pastagem estiver com 15 cm.
Pode ser utilizada tanto por bovinos como ovinos e caprinos. É recomendada para o pastejodiferido (feno-em-pé).



Milho consorciado com Brachiaria byzantha são coberturas utilizadas no esquema de rotação (esquerda) e semeadura de soja sobre adubos verdes (direita).

 

 


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